sexta-feira, 1 de abril de 2011 | By: Abraão Jorge Epalanga Jorge

Piercings evangélicos?



Tornou-se comum andar por aí e deparar com adolescentes, jovens e até adultos usando piercings na barriga, umbigo, orelha, nariz, lábios, sobrancelhas, língua e etc. Até nas igrejas não é incomum encontrar adolescentes crentes em Cristo que aderiram à moda. É possível que usem os tais adereços, sem se ter o mínimo de informações a respeito, e com a maior simplicidade de espírito, sem malícia ou maldade, mas isso não tira o perigo que tais modismos representam para a identidade da igreja de Cristo.

Ao contrário do que se pensa, a palavra “piercing” não é um neologismo, ou seja, uma palavra nova decorrente de um novo costume, mas é uma velha conhecida Bíblica. Vem do inglês e tem o sentido de traspassar, perfurar, penetrar. Transcrevo abaixo alguns versículos da Bíblia em inglês, apenas para que se perceba a presença dessa palavra e em que contexto aparecem:

A Bíblia de Scofield em inglês, usa a “authorized version”, uma respeitada versão da Bíblia e, em Lucas 2:35 diz:

“Yea, a sword shall pierce through thy soul also...”. São palavras de Simeão ao segurar o menino Jesus nos braços, quando profetiza a respeito do sofrimento de Maria: Eis que uma espada também traspassará a tua própria alma.
Ainda em Apocalipse 1:7, a mesma versão diz: “Behold, he cometh with clouds; and every eye shall him, and they also wich pierced him.” (Eis que vem com as nuvens e todo olho verá até aqueles que o traspassaram).

Também a New International Version (NVI) usa essa palavra em Apocalipse 1:7, Lucas 2:35 e Zacarias 12:10.

Por que Satanás usaria uma palavra que se refere ao sofrimento de Cristo para nomear um novo modismo mundial? Parece-me claro que a resposta é que há um simbolismo, uma filosofia, um misticismo, uma idéia oculta no uso do piercing. Há uma filosofia satânica que diz: pelo seu sofrimento você se igualará a Cristo, o sofrimento dele não é único, você também pode ser traspassado, entre para a nossa “tribo”. Assim, mesmo que alguém o use inconscientemente e por simplicidade, não pode negar que seu uso significa uma vontade de ser aceito pela sociedade mundana como um igual a todos, o desejo de atrair atenção para si mesmo, o desejo de seduzir e ser seduzido. Julgue você mesmo: isso convém aos santos?

O piercing na verdade não é algo novo, começou, segundo historiadores, há milhares de anos, quando algumas comunidades e tribos usavam enfeites semelhantes para perfurar o corpo em cerimoniais cheios de misticismo, com significados espirituais, sexuais, e rituais ocultos que incluíam desde pacto de sangue até rituais macabros de sacrifício infantil.

Maria Cecília Bahia, estudiosa do assunto, afirma que:

“A moda do piercing ganhou força com o movimento hippie dos anos 60 e 70, conquistando jovens adeptos à prática do sadomasoquismo, que viram no adorno uma nova forma de exaltar o corpo e as suas zonas erógenas. Chegou à Inglaterra com o movimento punk e nos Estado Unidos com o movimento gay nos anos 80 e 90, chamando a atenção de todo o planeta com o casamento entre o primitivo e o moderno.” (jornaldapalavra.com.br).

Usava-se para defender uma bandeira, um comportamento, uma opção de vida. Uns defendiam o homossexualismo e viam nas mutilações uma maneira de protestar, outros queriam liberdade sexual, por isso exibiam as zonas sensuais do corpo transpassadas para chamar a atenção para o seu protesto, por isso, perfuravam língua, umbigo, nádegas, boca, coxas e até órgãos genitais. Perceba: isso é mais sério do que se pensa para os princípios cristãos.

Um jovem poderia perguntar: mas qual a diferença entre o brinco que as mulheres usam livremente e o piercing?

A primeira diferença está no caráter permanente do piercing, ele não é posto ocasionalmente, para ser tirado todo dia, ou para ser usado apenas em ocasiões específicas. A intenção é que ele fique pra sempre, e passe a fazer “parte do corpo”. E esse caráter permanente o transforma em algo mais do que um simples adorno, torna-se um símbolo. Mas símbolo de quê? É aí que reside o problema. Uma vez posto, ele estará ali permanentemente como forma de identidade, vinculando a pessoa a um certo grupo social. O uso do piercing identifica o usuário como adepto da tribo da noite, da liberdade sem limites, da exposição do corpo, da rebeldia, da independência. Isso representa uma dificuldade para o cristão, o qual não deve amar o mundo (I João 2:5), deve aborrecer o mal e apegar-se ao bem (Romanos 12:9) e não se conformar com esse século (Romanos 12:1), e é advertido a não usar da liberdade para dar ocasião à carne (Gálatas 5:13).

O servo de Abraão colocou um pendente no nariz de Rebeca quando encontrou-a para noiva de Isaque (Gênesis 24:47); e o escravo hebreu que não quisesse sair livre por amar o seu senhor e sua família, tinha a orelha furada com uma sovela, como sinal de que o serviria por amor, para sempre (Êxodo 21:6). Nesses dois casos não era um enfeite provisório, como o brinco, era algo permanente, um símbolo de entrega pessoal a uma causa, representando um pacto, o que é bem mais abrangente e sério do que uma moda passageira.

Outro problema é a inexistência de distinção entre os sexos. O piercing é usado por homens e mulheres indistintamente. Não deveriam ser diferentes? Certamente que sim. Mas não há diferença. E essa conotação é preocupante, pois é contrária aos padrões estabelecidos pelo Criador, o qual criou homem e mulher.

Diante dessas informações, podemos tecer algumas considerações finais:

Em primeiro lugar, dizemos aos adolescentes e jovens que a verdadeira beleza não está ligada ao adorno externo, conforme ensina I Pedro 3:3-4, mas está vinculado ao quilate espiritual da pessoa, que é de grande valor diante de Deus.

Também afirmamos que um cristão não pode, mesmo que inconscientemente, divulgar a filosofia de Satanás, adotando qualquer modismo, sem averiguar os prós e os contras que tais usos envolvem.

Ainda apelamos para o fato de que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, e que “fostes comprados por preço, agora pois, glorificai a Deus no vosso corpo (I Coríntios 6:19-20).

Finalmente, esclarecemos que haverá irmãos que pensam de forma diferente acerca desse assunto, provai todas as coisas e retende o que é bom.
Abraços
terça-feira, 29 de março de 2011 | By: Abraão Jorge Epalanga Jorge

O que faria Jesus?

O Que Jesus Faria? (pdf)
Decisões morais e éticas
Jesus chamou as pessoas para segui-lo. Os verdadeiros discípulos andam nos passos do Senhor (Marcos 8:34). Ele nos deixou um exemplo perfeito para ser imitado (1 Pedro 2:21b-22). Ele enfrentou as mesmas tentações que nós encaramos hoje, mas nunca caiu no pecado (Hebreus 4:15).
O exemplo de Jesus se torna imprescindível na nossa luta diária com as tentações e provações. Para vencer os desafios morais e éticos, precisamos buscar a resposta certa à pergunta: O que Jesus faria na minha situação?
Como podemos saber o que Jesus faria?
Não adianta fazer o que eu imagino que Jesus teria feito, e muito menos fazer o que eu quero e depois tentar convencer a mim mesmo que ele faria o mesmo! Eu preciso saber como ele agiria se enfrentasse as mesmas opções que estão diante de mim. De três maneiras, aprendemos nas Escrituras o que Jesus faria:
  • O que Jesus fez – pelo exemplo que ele deixou. Quando Jesus ensinou uma lição sobre humildade e serviço, ele disse aos apóstolos: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15). Jesus deixou um exemplo de obediência perfeita ao seu Pai, submetendo sua própria vontade à vontade do Pai (Mateus 26:39,42). Mostrando-nos seu exemplo de obediência, ele quer a nossa submissão à vontade divina (Hebreus 5:8-9).
  • O que Jesus falou – pelas suas palavras. Quando se trata de homens, sabemos que as palavras e os atos podem se contradizer. Alguém pode ensinar uma coisa e praticar outra. Jesus condenou tal hipocrisia dos líderes religiosos de sua época (Mateus 23:27-31). Infelizmente, o mesmo problema persiste até hoje. Mas quando Jesus fala, podemos confiar totalmente na integridade de seu caráter. Ele é Deus, e as palavras dele concordam plenamente com os seus atos (Hebreus 1:12; 13:8; Tiago 1:17). Quando Jesus ensina como agir, podemos ter certeza que ele faria da mesma maneira que ensina aos outros.
  • O que ele mandou outros falarem – pelas palavras que ele transmitiu. Antes de voltar para o céu, Jesus deixou homens encarregados da responsabilidade de continuar seu ensinamento. Hebreus 2:3-4 mostra que as palavras transmitidas por estas testemunhas fazem parte do evangelho revelado pelo Senhor. Jesus foi claro em mandar que eles revelassem suas instruções aos homens (Mateus 28:20; Atos 26:16,19). Todos os livros do Novo Testamento fazem parte da bússola que nos orienta nas nossas decisões.
Como escolher o caminho certo – três perguntas fundamentais:
As três maneiras de saber o que Jesus faria sugerem três perguntas fundamentais para acharmos o caminho certo:
  • O que Jesus fez em circunstâncias semelhantes? Jesus já passou por experiências semelhantes às nossas, e o procedimento dele serve para nos guiar. Se você for maltratado, olhe para o exemplo de Jesus (1 Pedro 2:23).
  • O que Jesus falou sobre o assunto? Jesus nunca se casou, mas falou da permanência do casamento (Lucas 16:18). Ele nunca pecou, mas mostrou a importância de pedir perdão (Mateus 6:12).
  • O que Jesus mandou outros falarem sobre a questão? Os apóstolos entenderam bem a importância de se limitarem à vontade de Deus em tudo que falaram (1 Pedro 4:11). Eles escreveram para orientar os fiéis em seu proceder (1 Timóteo 3:14-15). Eles esperavam que os discípulos se lembrassem do ensinamento, mesmo depois da morte daquela geração (2 Pedro 1:12-15).
O que Jesus faria – algumas aplicações práticas
Uma vez que entendemos estes princípios, devemos aplicá-los nas nossas decisões cotidianas. Tenho usado esta abordagem em muitas palestras em relação às práticas religiosas dos nossos dias, perguntando o que Jesus faria num mundo de confusão religiosa. É uma aplicação importante. Mesmo entre pessoas que se preocupam em voltar ao padrão bíblico nas práticas e ensinamentos de uma igreja, é necessário fazer outras aplicações – especialmente na conduta pessoal – destes mesmos princípios. O que Jesus faria diante das escolhas que enfrentamos no dia-a-dia? Como ele resolveria decisões de prioridades? Qual seria a resposta dele aos desafios morais e éticos? Quero sugerir algumas aplicações para ilustrar o valor desta abordagem. Você, certamente, pensará em muitas outras.
O que Jesus faria . . .
● Se alguém pedisse para colocar seu emprego acima do seu serviço espiritual? Muitos discípulos usam o trabalho como justificativa automática para não cumprir suas responsabilidades espirituais. Será que Jesus teria as mesmas prioridades? Ele nos adverte sobre o perigo de buscar riquezas (Mateus 6:19-21; 1 Timóteo 6:9-10). E quando se trata de necessidades do dia-a-dia, e não de riquezas, ele ainda prioriza o serviço espiritual (Mateus 6:25,33). Devemos considerar estes fatos antes de aceitar empregos que envolvem horários ou viagens que impedem a participação em reuniões da igreja (Hebreus 10:24-25), ou empregos que exigem alguma conduta que não convém para o cristão.
● Se alguém pedisse para colocar um passeio acima do seu serviço espiritual? Não é errado sair da rotina para descansar em algum outro lugar, talvez um lugar mais deserto. Jesus mesmo levou os apóstolos num “passeio” deste tipo (Marcos 6:31-32). Mas, durante a viagem, surgiram trabalhos espirituais que eram mais urgentes, e Jesus atendeu as pessoas que o buscavam (Marcos 6:34). Afinal, o “descanso” dele foi uma caminhada subindo a um monte, onde passou várias horas em oração (Marcos 6:46-48). Não há dúvida sobre as prioridades de Jesus. E as nossas?
● Se alguém pedisse para colocar a família acima das coisas de Deus? Famílias nem sempre ajudam em nosso serviço ao Senhor. Numa ocasião, a família de Jesus tentou impedir o trabalho dele (Marcos 3:20-21). Quando chegaram, Jesus não deu atenção à família, preferindo continuar seu trabalho com sua família espiritual (Marcos 3:31-35). Este exemplo não justifica a negligência de responsabilidades familiares. Os homens devem ser maridos e pais responsáveis, e as mulheres devem cumprir bem seus papéis como esposas e mães. Mas quando as atitudes carnais de uma pessoa da família força uma escolha entre Deus e a família, devemos ficar com o Senhor.
● Se tivesse namorada? Mesmo não achando na Bíblia nenhum exemplo de namoro ou casamento na vida de Jesus, não temos dúvida que o comportamento dele num namoro teria sido exemplar. Se ele tivesse uma namorada que quisesse passar dos limites no contato físico, o que Jesus faria? Se ela quisesse usar uma roupa sensual, o que o Senhor faria? Se ela incentivasse a participação em atividades impuras, como Jesus reagiria? Não há dúvida de que Jesus manteria sua pureza, mesmo se tivesse que terminar o namoro. Considere o que ele nos instrui em 1 Pedro 1:14-16; Gálatas 5:19; 2 Coríntios 7:1 e Mateus 5:28-29.
● Se os amigos incentivassem a participação das coisas erradas do mundo? Jesus tinha bastante contato com pessoas do mundo, mas sempre como a luz que convidava as outras pessoas a saírem das trevas. O cristão pode manter amizades com pessoas do mundo, desde que ele exerça a influência positiva, e não deixe os outros o levarem para o pecado (Mateus 5:14-16). Os discípulos do Senhor não saem do mundo, mas ficam livres do pecado do mundo (João 17:14-17). Os amigos podem estranhar, mas precisamos recusar participar das coisas erradas que fazem (1 Pedro 4:3-4).
● Se vivesse no meio de pessoas perdidas no pecado? Jesus, como todos nós, viveu numa sociedade cheia de pessoas perdidas. Ele se compadecia delas e ensinava-lhes a palavra de Deus, que é o meio que Deus oferece para a salvação (Marcos 6:34; cf. Romanos 1:16). Ele olhou para as pessoas que o rejeitaram e queria resgatar e proteger todas (Mateus 23:37). E nós? Se já aprendemos alguma coisa da palavra salvadora do evangelho, não temos a obrigação de compartilhar esta mensagem com as pessoas perdidas ao nosso redor? Nós devemos imitar o exemplo de Jesus com a mesma urgência que Paulo sentiu quando disse: “Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros” (Romanos 1:14-15).
O que Jesus faria? A resposta certa bem aplicada pode mudar o rumo de sua vida – para seguir os passos do Senhor até a vida eterna!